"Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida a medida da fé que Deus repartiu a cada um."
Romanos 12. 3
Há um bom tempo não venho aqui escrever. Os dias estão bem corridos e tenho tentado dedicar-me a aprender discipular discipulando, e confesso que a experiência tem sido de muito crescimento pessoal. Agradeço a Deus pela oportunidade de ser ministrado com os irmãos e irmãs que tenho compartilhado momentos de crescimento no conhecimento do Senhor. Louvado seja Deus.
Hoje senti a necessidade de vim recobrar um pensamento que havia deixado como rascunho há um tempo atrás e, meditando, o Senhor me conduziu ao texto em destaque, no inicio do post, da carta do apóstolo Paulo aos Romanos.
Neste trecho da carta aos Romanos, Paulo parece se dirigir as irmãos daquela igreja para instruí-los a não se sentirem maiores do que os outros quando na dispensação dos dons segundo o Espírito Santo de Deus dava a cada um deles. Este cuidado era necessário para que estes irmãos não se perdessem na condução de seus relacionamentos uns com os outros criando níveis de robustez espiritual.
Ouvindo este conselho de Paulo, que fala segundo a graça que lhe foi concedida, temos que nos sentir obrigados a olhar para o outro realmente o considerando sempre maior do que nós mesmos como vemos em Filipenses 2. 3b: "...cada um considere, com toda a humildade, as demais pessoas superiores a si mesmo"; esta inclinação à humildade despertará na comunidade cristã uma nova forma de reagir e de interagir. Pode até demorar, mas com a perseverança virá a recompensa.
Quando o apóstolo nos diz para "não saber mais do que nos convém saber" (μὴ ὑπερφρονεῑν), ele nos invoca a realmente a não ter pensamentos grandiosos nem sermos presunçosos por causa daquilo que recebemos do Senhor. O que recebemos de Deus deve ser usado da posição de servo em favor do povo de Deus. Estando diferente disso, estamos contra o projeto de Deus e isso é rebeldia.
Precisamos nos comprometer em pensar de forma moderada, tendo uma mente modesta e humilde (σωφρονεῑν). Esta mente não pode vir da nossa própria natureza. A atitude aqui é de alguém que passou por uma transformação de mente, mediante a total entrega a Deus de sua vida, conforme o início do capítulo 12 da carta aos Romanos nos exorta: "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." Romanos 12. 2
A humildade precisa ser verdadeira, e não uma humildade que o homem desenha com o propósito de se auto-promover. Deus chama sua Igreja para que o Seu povo o louve em tudo o que faz, e esta motivação humilde precisa vir dele para que o fruto da humildade o glorifique em todos os aspectos.
É fato que Deus encherá e derramará dons sobre a igreja dEle, isto não é negociável. Mas a Igreja tem a obrigação de cuidar e zelar bem destes dons fazendo uso de forma que a Igreja seja edificada como um todo. Mesmo no meio das diferenças interpessoais, a unidade em Cristo deve ser visível e comunicável para que as pessoas que ainda não comungam da mesma fé e não conhecem o Evangelho da Salvação em Cristo Jesus, tenham condições de perceber que Jesus Cristo nos transforma totalmente.
A principal função dos dons é para a edificação da Igreja. Proclamar o Evangelho é resultado da Missão, que NÃO É Evangelizar, MAS SIM fazer Discípulos. O problema é que não temos discípulos suficientes, e se não tem discípulos, consequentemente não se tem Obra local.
É preciso nos comprometermos com o IDE do Senhor e fazer discípulos ensinando-os a se relacionarem com Deus para que estejam sensíveis à renovação de nosso entendimento para que estejamos, dia após dia, experimentando a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Graça e paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo.
Davyson Gustavo.