domingo, 22 de fevereiro de 2026

Pragmatismo em tempos de apostasia: PECADO!


"Mas, se toda a congregação de Israel errar, e o negócio for oculto aos olhos da congregação, e se fizerem, contra algum dos mandamentos do Senhor , aquilo que se não deve fazer, e forem culpados, e o pecado em que pecarem for notório, então, a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado, e o trará diante da tenda da congregação."


O pecado não precisa ser intencional para ser pecado. Pecado é pecado e parece que os que se dizem cristãos esqueceram o referencial para diferenciar o que é pecado e o que não é... na verdade, pensando bem, não só parece. Realmente o século XXI sagrou-se como um século visceralmente apóstata e se isto não lhe assusta, ou ao menos não lhe permite refletir com sinceridade, temo arriscar que você está mais comprometido com o deus deste século do que com o Eterno e Soberano Deus.

Esta semana, passando mais uma vez pelo livro de Levítico, me peguei impressionado com esta passagem. De pronto parece uma incompatibilidade racional do escritor, mas esta observação colocaria o próprio Deus sob uma aparente contradição e confusão legal em Suas palavras. Isso sim seria um total, absoluto e profundo absurdo lógico, visto que Deus não é de confusão ou de engano. Por isso a Bíblia não deve ser lida conforme postulados ou parâmetros humanos, mas sob uma comprometida compreensão da Pessoa de Deus.

Talvez este século apresente a expressão mais veemente de um tipo de povo que une a covardia e negação de Deus, mas com uma sutiliza perigosa e terrivelmente mascarada com uma profunda "piedade social", confundido, intencionalmente, valores religiosos com um zelo soberano por pessoas e atos humanos, tornando a ótica da sociedade distante de uma cosmovisão cristã, e formando uma forte estrutura de cosmovisão imanente, dependente das convenções sociais, excluindo sorrateiramente Deus da vida em sociedade. Diante deste quadro, formando uma mentalidade social que restringe Deus a ambientes fechados de práticas religiosas, o que sobra é uma sociedade culturalmente avessa a Deus e seus preceitos, tornando possível apenas o desenvolvimento de pessoas e atos que sejam contra o Criador e Seus preceitos. Este pragmatismo é pecaminoso e, sem sombra de dúvidas, terá peso eterno, ainda que as intenções sejam boas, de condenação e morte diante do Eterno e Soberano Senhor que julgará todas as coisas.

O texto Bíblico em questão encontra-se em um contexto de apresentação de como deveriam ser os sacrifícios por determinados erros. Este trecho, mais especificamente, vem tratar de como deveria ser o sacrifício pelos erros do povo.

O primeiro ponto a se observar é o que é mais necessário hoje. Não são as convenções sociais, ou a "voz do povo" que determina a vontade de Deus, ou move as Suas determinações.

"(...) se toda a congregação de Israel errar, e o negócio for oculto aos olhos da congregação (...)"

O texto posto nos coloca em uma aparente contradição. Como pode toda a congregação errar e isto esta oculto aos olhos da congregação? Tendo em vista que Deus não pode se enganar, há algo muito mais profundo do que simples ato pecaminoso sendo retratado. Toda a congregação pecar, e isto de forma imperceptível pela congregação, só pode se dar em uma situação em que TODOS estão ignorantes ou relapsos quanto a lealdade a Deus e Seus preceitos de uma forma corporativista, tentando ocultar a vontade de Deus por algum tipo de prazer ou ganho que todos podem obter abrindo mão da observância da vontade de Deus. 

A apatia generalizada do povo de Deus quanto aos Seus Princípios e Preceitos corroboram com uma generalizada apostasia religiosa e social, no sentido que há regras para que haja um bom caminhar da humanidade sobre a terra no que diz respeito a preservação da ordem, da vida, da moral, gerando uma natural dependência da Verdade e Justiça que Deus provê. E quando há uma escolha deliberada em caminhar desta forma, avesso a Deus, e isto ser "aceito socialmente" por aqueles que se chamam Povo de Deus, fica impossível uma maioria reagir contra o pecado, proporcionando falas e pensamentos do tipo: "a voz do povo é a voz de Deus", ou "se está dando certo é porque Deus está abençoando". Mas o contexto e o proceder devem ser continuamente confrontados com os princípios de Deus. Este texto nos mostra que nem a maioria, nem a minoria tem autoridade na decisão do que é certo e errado, mas apenas a Vontade de Deus deve ser observada, buscando a preservação da vida comum em sociedade de um proceder que glorifique a Deus nos fundamentos das relações humanas.

Sim! É possível que todos estejam juntos, convictos, caminhando em apostasia para um futuro de condenação e desgraça diante de Deus.

"(...) e se fizerem, contra algum dos mandamentos do Senhor , aquilo que se não deve fazer, e forem culpados e o pecado em que pecarem for notório, então, a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado, e o trará diante da tenda da congregação."

Não há, em tempo algum, registros de que a humanidade não agiu conforme o que creem coletivamente. As sociedades são direcionadas objetivamente pelo que está na base de suas convicções morais e legais. Se este parâmetro for perspectivas humanas, estará a sociedade em questão lastreada apenas nas relativas e efêmeras possibilidades de mudança de poder, impossibilitando a percepção de valores absolutos para uma condução plenamente programada para o bem de todos os seus indivíduos, ficando fadados as relativizações que o próprio ser humano produz em suas particularidades individuais.

O século XXI vê a promoção de falas e posicionamentos que desencorajam um ponto central de equilíbrio, permitindo a confusão frenética de conformidades à perversões humanas como sendo possibilidades aplicáveis à vida comum. Estes achismos, baseados em colocações sofistas, mostram as melhores formas de a humanidade se perder em seus caminhos.

Como evitar isto? Olhando para os mandamentos do Senhor. Por vezes tenho dito que não podemos ter a pretensão de que todos os seres humanos serão salvos. De igual forma não podemos discernir quem será e quem não será. Mas a nossa obrigação moral como cristãos (digo aos que decidiram morrer para o mundo e viver para Deus) é oferecer ao mundo as melhores práticas de vida e decisões que estão de acordo com o funcionamento que o Criador determinou para todas as coisas. Os que creem veem o cristianismo com regra de fé e prática. Aos que decidirão não crer em Deus e nem em Cristo como seu único e suficiente salvador, temos que ser intencionalmente claros para que ao menos vejam o pensamento cristão como a melhor filosofia de vida.

Mas a problemática aqui é o pragmatismo nos tempos de apostasia. Se todos pensam de forma separada dos preceitos de Deus, é comum que todos pequem passiva ou ativamente, concordantes uns com os outros. Isto não nos justifica de forma alguma, apenas nos faz coletivamente culpados diante de Deus. Mas o quanto estaremos coletivamente dispostos a sermos confrontados com a Palavra de Deus e nos arrependermos por nos reconhecermos culpados? Diremos com sinceridade que pecamos contra Deus, ou diremos apenas o que muito já ouvi: "Eu sei que é assim, mas não funciona desta maneira!"

Os Mandamentos do Senhor deve ser nosso alvo de total entrega e devoção. Ainda que todos estejamos juntos na apostasia, confrontados na Palavra devemos ter o desprendimento e compromisso de arrependermo-nos de nossas iniquidades e estar prontos para voltar atrás RADICALMENTE. Pragmatismo só nos serve se a estrutura que nos cerca glorifica a Deus. Do contrário, temos que pagar o preço de sermos fiés ao Senhor, não buscar privilégios com o mundo caído.

É necessário uma expressão pública de arrependimento e compromisso com Deus. Não apenas uma decisão pessoal e (talvez) de consciência sobre o que errou. O testemunho público do reconhecimento do pecado, empenhando o necessário para o redirecionamento da vida, apresenta para os que veem o povo de Deus que apenas o Senhor é digno de total devoção. Não são estruturas ou pessoas humanas falíveis, mas apenas o próprio Deus.

Óbvio que não temos mais os sacrifícios animais como em Levítico é apresentado. Somos templo e morada do Espírito Santo de Deus e isso nos torna pessoalmente comprometidos em nos sacrificarmos a Deus em nossas paixões e decisões, referendando Ele como autor e consumador de nossas vidas e projetos, possibilitando um verdadeiro testemunho vivo e consciente de que é Deus quem nos dirige no testemunho do Cristo Ressuscitado, vivo e Senhor de tudo que somos e temos.

Que Deus nos permita este profundo compromisso com Ele, nos livrando de buscar o tolo pragmatismo em um mundo que odeia o seu Criador, e nos fazendo decididos em verdadeiramente iluminar e salgar este mundo até que Ele venha, ou nós irmos para Ele.

Deus abençoe a todos.
Davyson Gustavo de Moura Silva.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

A quem você teme?


"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência."
Provérbios 9.10 -

O ser humano e qualquer criatura com o mínimo de sensação de dor e angústia, racional ou instintivo (relacionado à criaturas animais irracionais), estão sujeitos a dominação pelo medo, força ou temor. Não é a toa que o terrorismo é abominável, em sociedades racionais, visto que consiste no uso de imposição de medo extremo, por meio da força, para causar temor na população alvo, visando a total incapacidade de reação diante de tirania e controle.

Na vida prática da sociedade (e quero enfatizar que não falo de animais, mas de seres humanos apenas, e como dói ter que explicar isso), podemos ver isto em diversas camadas da sociedade, em diferentes círculos de convivência, desde a infância até bem depois da maturidade. Isto porque o ser humano é totalmente inclinado ao mal, ao pecado e a ofensa a Deus e entender-se acima desta regra, buscando sabedoria e conhecimento moral, sem zelo ao (que é) Santo, faz com que cada um de nós nos tornemos em potenciais tiranos. Assim, ao mesmo tempo que podemos ser vítimas do temor a outros, que não Deus, podemos ser também os que impõe medo a outros para que nos temam acima de Deus. Deste modo, de toda forma, abandonamos a "ciência do Santo", achando ser "sabedoria" ignorar o "temor do Senhor" por alguma angústia ou necessidade momentânea, temporal.

O famoso texto do livro de Provérbios, citado acima, no destaque do artigo, vem seguindo um contexto imediato que nos desafia a atitudes, decisões, que visam encontrar o melhor caminho para a construção de relacionamentos edificantes e, assim sendo, que glorificam a Deus na busca pelo que vale a pena para o bem de todos, segundo as regras daquele que criou tudo que há. Este texto não é uma partícula solta, mas uma parte chave em um parágrafo que nos envolve na ideia de não sermos meros falastrões, ou que nos percamos em discussões vãs com quem não vale a pena. Se a Verdade não for o alvo ou o centro das preocupações na discussão, não vale a pena, nem merece atenção.

Mas porque nos perdemos, por vezes, em discussões sem sentido e sem finalidade? Isso se dá pela vaidade humana, por egos inflamados e uma necessidade de simplesmente suplantar outros. A falta de propósito de construção de um bem maior nos faz discutir pelo vento. Mas é preciso cuidado nesta perspectiva! Também não podemos abrir mão de estar "sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós", conforme 1Pedro3.15b, o que não significa vaidade, mas a cumprimento na comissão de anunciarmos a Verdade aos perdidos. Perdidos estes que são todos aqueles que saíram do prumo do projeto original de Deus, principalmente aqueles que fazem outros se perderem deste propósito natural.

Há no meio do caminho o medo, o temor, de não se expressar. E, acredite, este medo e temor constrange a muitos em momentos cruciais. Creio que muitos cristãos já estiveram em situações onde foram confrontados com o dilema de escolher entre Deus ou o mundo. Alguns decidiram escolher sempre pela perversão progressista e maligna de dividir a sua vida em espaços de vida cristã e vida secular, consciente ou inconscientemente, mas isso porque acham que sua sobrevivência "nesta carne" não está realmente sob o domínio de Deus... isso mostra o temor a homens, não a Deus. Escolhem pelas riquezas, pelas amizades, pelo poder, por qualquer coisa ou pessoa que não seja Deus.

Em provérbios temos na perícope imediata do texto em questão, no início do parágrafo:

"O que repreende o escarnecedor afronta toma para si; e o que censura o ímpio recebe a sua mancha." (Provérbios 9.7)

Aqui é importante pensar um pouco sobre o que seria o "escarnecedor". Não é simplesmente um ímpio, ou algum desatento ao que estaria em questão na repreensão. Não! O escarnecedor seria alguém que, entendendo o que está em jogo na disputa, continua a escolher o escárnio, a zombaria, o deleite em destratar alguém que está aplicando razão, sentido e valores na argumentação, focado na verdade e nos preceitos, sobretudo, de Deus. É deste o escarnecedor que, ao repreendê-lo, o justo, atento aos princípios de Deus, receberá afronta.

Mas ainda há neste versículo a figura do ímpio na segunda parte do verso. Mesmo parecendo serem as duas figuras sinônimas, mas não o são. O escarnecedor é um superior ao ímpio em termos de vida sem Deus. Enquanto o escarnecedor, além de, obviamente, negar a Deus, zomba e se orgulha de fazer outros se perverterem, o ímpio seria uma figura mais sutil e, digamos, palatável.

Hoje, com todas as perversões acerca de tolerância, amor, respeito, empatia e etc, temos atenuados a linha que o separa do que seria o povo de Deus, e aumentado os riscos de entrada entre aqueles que desejam agradar a Deus. O ímpio é aquela figura que apesar de não zombar de Deus com palavras e atos explícitos, vive uma vida como se Deus não existisse, e não houvesse os princípios transcendentes do Criador. Falando em linguagem mais próxima dos dias de hoje, vive de acordo com as convenções sociais, apartando-se da verdade, da razão, das virtudes e dos preceitos eternos que garantem ao homem uma condução que produza vida, justiça, beleza e bondade. O ímpio, certamente é mais arriscado do que o escarnecedor pela sutileza, e dado a sutileza há o risco de a insistência de tê-lo como alvo de insistência moral, visto que esta sutileza pode fazer sua mancha ser transmitido a quem o censura.

Parece difícil de ocorrer tal coisa? Observe como vivemos hoje, e o custo que foi a tolerância com ideais sutis progressistas, distorcendo toda a base moral judaico-cristã que estruturou o mundo livre no ocidente. Não é pouca a atenção que devemos ter. O Salmo 1.1, também adverte: "Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores."; Não é um risco pequeno lidar com os tais. Melhor é para estes, dispormos apenas o Evangelho como possibilidade de arrependimento e Vida em Cristo. Mas a repreensão e exortação, ou seja, apontamento de desvio moral com vistas a melhoria baseado em preceitos de Deus, a escarnecedores e ímpios não nos cabe visto que colheremos ofensas e/ou manchas dos mesmos. Destacando que todo escarnecedor é um ímpio, mas nem todo ímpio é um escarnecedor. Aparentemente, neste verso, há uma sintonia entre estas duas qualidades de pessoas para que seja negado a possibilidade da insistência e correção por parte de um justo.

Quanto ao temor, não é que seja ruim a disputa com os tais, mas o que você busca na insistência com eles. Não é difícil observar que muito dos que se dizem cristãos insistem, não com o zelo pelo Santo, mas buscando aprovação e proximidade com os tais escarnecedores e ímpios. E por mais que muitos queiram empurrar a negligência de deixar perversões entrar no meio cristão para meios mais liberais, o fato é que os progressistas (escarnecedores e ímpios) assumiram lugares de destaque no meio cristão, e isso tem afetado o discernimento. Líderes temem os progressistas querendo sua aprovação; leigos temem estes líderes que temeram os progressistas, gerando um círculo de temor que tiram Deus do centro e colocam pessoas perversas, subjugando pessoas bem intencionadas que subjugam pessoas necessitadas de instrução. É um ciclo de temor que perverte a Justiça, o direito, a Graça e a Verdade na mente dos mais leigos.

"Não repreenda o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e amar-te-á." (Provérbios 9.8)

Aqui há uma transição entre aqueles que se ofenderão com a Verdade e aqueles que serão gratos ao serem confrontados com ela.

A Verdade não habita em nossos sentimentos ou individualidades. Ela não subsiste pelo que sabemos ou pelo que somos. Ela simplesmente é, não como algo subjetivo, mas em uma pessoa bem definida e revelada: Jesus Cristo. Salomão não fala a qualquer um, ou como um qualquer. O rei mais sábio que existiu, escreve com intenção e propósito e cito abaixo a introdução do livro de Provérbios:

"Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel. Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência; para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade; para dar aos simples prudência, e aos jovens conhecimento e bom siso; para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o instruído adquirir sábios conselhos; para entender provérbios e suas interpretação, como também as palavras dos sábios e suas advinhações."

- Provérbios 1.1-6-

Assim sendo, fica claro o objetivo fim de Salomão ao escrever. No verso 8 vemos que o fruto da repreensão muda de acordo com quem é repreendido. O escarnecedor, como vimos, se ofenderá e retribuirá o justo e sábio que o repreender com ofensas e, no mais ameno ataque, manchará o justo pela sutileza. Mas ao se repreender um sábio, este não proferirá ofensa ou manchará o justo, mas se alegrará em ser corrigido de seu erro. Temer a verdade acima de tudo é o nosso compromisso com Deus.

O que diferencia o sábio do escarnecedor? O que eles buscam. O escarnecedor sempre vai querer glória e conquistas próprias, enquanto o sábio desejará que a Verdade e Justiça prevaleçam a qualquer custo, ainda que ele mesmo seja o prejudicado. Por isso o que é de Deus deve, antes, sofrer o dano, desde que a Verdade e Justiça prevaleçam. Agora cuidado para não se deixarem guiar por perversões de termo, que confundem o entendimento de justiça e verdade. Os preceitos de Deus são nossos norteadores, e apenas eles.

"Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina ao justo, e ele crescerá em entendimento." (Provérbios 9.9)

Salomão instrui ao melhor dos quadros de correção e exortação. Sábios e justos corrigindo sábios e justos. Este, sem dúvida, é o melhor dos quadros possíveis para qualquer meio de convivência. Mas lembrem-se, esta sabedoria e justiça não são relativizadas a nenhum dos interlocutores, mas a fonte primária. Deus é o centro da instrução para gerar bons e desejáveis frutos.

O sábio não se faz sábio pelo muito a falar, mas pela qualidade do que fala e pensa e, sobretudo, pelo compromisso em dobrar-se ao que realmente é bom. O sábio sabe que ocasionalmente estará em erro e o ter outro sábio a corrigi-lo lhe garante crescimento e maturidade. 

O sábio e o justo, citados no versículo, não são condições inatas ao ser humano visto que todos somos pecadores. Mas o sábio e o justo são aqueles que sabem o que buscam e estão dispostos a se expor e absorver o ensino da Verdade quando este se expressar. É fato e verdade que todos tropeçamos na vida diária. Mas aos justos e sábios, quando confrontados com o que é Verdadeiro, Bom e Justo, a disposição imediata é a concordância e arrependimento, somados a alegria e crescimento pessoal segundo os estatutos de Deus. Saber o que se busca, faz toda a diferença. Mas lembre-se, o ímpio e escarnecedor até consegue diferenciar algo que é bom e ruim, mas não há disposição de mudança e arrependimento neles, no sábio e no justo sim.

"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência." (Provérbios 10.10)

Aqui encontramos a resposta chave, como já dito, para o proceder com sabedoria e justiça.

Temer ao Senhor não é apenas "saber que há um deus", esta percepção não traz a ninguém temor, apenas vaidade e um espaço argumentativo onde há pessoas que creem no Único e Eterno Deus possível. O simples considerar a existência de "um deus" (deísmo) não expressa o que a palavra temor significa.

O princípio da sabedoria é o temor do Senhor. Este temor relaciona diretamente a consciência do que teme a total dependência dos direcionamentos de Deus e Sua Revelação. A sabedoria flui justamente da posição humilde e leal, que confia plenamente que o que Deus provê, diante da observação obediente de suas orientações, é o melhor para si e para outros. Por este motivo, que vemos a proposta de morrermos para o mundo e vivermos para Deus, não fazendo de nossa vida valiosa em momento algum, desde que atentos ao Senhor. O ser sábio em um mundo onde os valores e princípios comuns glorificam a Deus nos traz vantagens e respeito; Em um mundo pervertido e afastado dos valores de Deus, nos traz perseguições e aflições. O temor aqui posto, é a total aceitação de que tanto a permissão como a intervenção de Deus coopera para o bem dos que temem a Ele

A sabedoria que alcançamos, não é a que pode nos dá privilégios, mas a que permite que Deus seja visto em tudo o que somos e fazemos. Por isso o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, pois de acordo com o que aprendemos dEle, e sabendo reconhecê-lo em Seus princípios, estaremos voltados a reconhecer quando Ele se expressar por outros, ou mesmo pelas circunstâncias que nos cercar.

E a "ciência do Santo" como sendo norteador da "prudência", se dá justamente pelo cuidado do sábio e justo de observar o Santo em todos os momentos. A prudência é uma das virtudes mais importantes (prudência, justiça, fortaleza e temperança) e não é surpresa entendê-la como sendo fruto de atenção ao Senhor, ao Santo.

No seminário adquiri uma ilustração que carrego até hoje. Não preciso me especializar em conhecer todas as coisas erradas para conseguir identificá-las na vida comum. Escolho utilizar a prática de um bom bancário em lidar com o preparo para identificar notas falsas. Ele não conseguirá estudar todas as notas falsas possíveis, mas ele se dedicará a conhecer profundamente as notas verdadeiras para que, quando de frente a uma falsificação, logo poder identificá-la. Assim devemos proceder como "a ciência do Santo", de forma que gozemos da prudência em todo o nosso proceder para que Deus seja glorificado.

Por tudo isto, suas ações definirá quem realmente você teme.

Não poucas vezes ouvi (e ainda ouço) muitos dizerem coisas do tipo: "O certo é assim, mas não é desta forma que as coisas funcionam", ou; "ninguém é perfeito", ou; "cada um tem a sua verdade", e por aí vai. Estas colocações demonstra de forma clara que não há temor do Senhor, mas sim um temor a outras pessoas, uma necessidade de aceitação que perigosamente os afasta de Deus e Seus preceitos. E este afastamento é comunicado a medida que, silenciosamente, a necessidade de aceitação se torna mais importante do que o processo de Santificação que, por vezes, nos cobra completar as dores de Cristo, no mesmo sentido que Paulo cita em Colossenses 1.24, onde lemos:

"Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja; na qual me tornei ministro de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus"

Em Efésios 4.11-16 temos a descrição dos responsáveis para se criar o temor (conhecimento que gera prontidão de arrependimento a Deus quando percebidos afrontosos a Ele), e o que é gerado na Igreja mediante tal ensino. Creio que deve haver algum erro tremendo na designação dos que assumem tais postos de ensino, visto que, conforme Paulo diz, tanto no texto de Efésios como no de Colossenses, eles não são comissionados por homens, mas diretamente por Deus. E, creio, por se perder esta direção vocacional de Deus, e tornado cargos e títulos como meros instrumentos de promoção institucional (temor de perder pessoas?!) as vocações foram atenuadas para "cargos de igreja", onde a ambição e busca de auto justificação direciona muitos no convívio eclesiástico.

Não há outra forma de sermos Sal da Terra e Luz para o mundo se não seguirmos sob o Temor do Senhor, e este só será obtido mediante o ensino, perceptível e aplicável de forma contemporânea, segundo Jesus Cristo nos deixou, e o Espírito Santo inspirou aos escritores das Sagradas Escrituras, nos dando uma missão importante:

"(...) e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,  para louvor e glória  da sua graça, e pela qual nos fez agradáveis a si no Amado. Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, que Ele tornou abundante para conosco em toda a sabedoria e prudência, descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra;"

- Efésios 1.5-10

Há uns que creem em predestinação, outros creem em livre arbítrio, teologicamente falando. Mas na prática, digo com tristeza, que poucos há os que assumem para si a responsabilidades como cristãos de serem agentes de transformação no mundo, buscando uma postura tal que, até os que não confessam a fé cristã, sejam convencidos das grandes vantagens de se construir uma sociedade que teme apenas os preceitos e mandamentos Daquele que criou todas as coisas.

Que Deus permita temor, sabedoria, graça e prudência aos que se chamam pelo Seu nome.

Deus abençoe a todos.
Davyson Gustavo de Moura Silva

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Diante de Deus governar é servir, não dominar.

 


"Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes das gentes delas se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas; mas entre vós não será assim; antes, qualquer que, entre vós, quiser ser grande será vosso serviçal."

Marcos 10.42-43

O mundo tem uma divisão, sobre questões de direitos e liberdades, em o Mundo Ocidental Livre, e o Mundo Oriental, este recheado de culturas e povos com características ditatoriais contra a maioria do povo.

Sabemos também que esta divisão se deu com o advento do levante do cristianismo, fortemente fundamentado na moral judaica, e alimentado pela forte influência religiosa sobre o Deus Santo e Soberano que é Senhor sobre tudo e todos, sendo desta forma percebido como imoral é qualquer ação que fira a vida humana ou os direitos mais fundamentais do indivíduo, possibilitando assim sociedades que tratem a vida humana e os direitos individuais com séria responsabilidade. Este quadro só foi possível com a proliferação da fé cristã pelo mundo, massificando a consciência que nenhum governo ou governante pode atuar contra a vida humana, ou suas individualidades, desde que esta respeite os ditames morais e de preservação da vida e sociedade conforme naturalmente projetada.

Mas uma sociedade sempre será um meio de convivência de vários indivíduos, com suas particularidades e vocações, que precisam produzir seu sustento de forma honesta e justa. É certo que diante desta necessidade, temos muitas observações a fazer para ver como a consciência cristã produziu tais meios para um bom convívio em sociedade, mas neste texto vamos nos concentrar na regra básica do SERVIR como forma de melhor governar diante de Deus.

Para tanto, é preciso observar que, atualmente, muitos termos estão desconstruídos e ressignificados, não em benefício do ser humano, mas em seu próprio prejuízo, estruturando uma base para, o que eu chamaria de, NINRODISTAS (em alusão ao tido como o primeiro tirano nas histórias Bíblicas, segundo a tradição judaica, bem como a violência contra outras pessoas no intuito de centralizar e aumentar seu poder) viabilizem condições mentais e contra culturais ao que o mundo ocidental construiu, de forma que submetam outras pessoas ao domínio, abusos e, quando necessário (segundo o grau tirânico do regime) o expurgo de contrários. Claro que isso depende do nível de ação e abrangência do domínio, mas os princípios e objetivos seguem os mesmos padrões.

Não vamos aprofundar nas questões sobre Ninrode, mas aqui basta observar que a postura de impor poder sobre outras pessoas, contra a justiça e a verdade, por ganância e perversão da ordem natural, são marcas entre as quais podemos identificar indivíduos ou sistemas que vão contra os planos de Deus para a humanidade. Óbvio que a igualdade plena não é possível com as nossas diversas capacidades e vocações, mas, como disse, a base de melhor governar diante de Deus é o SERVIR, não o dominar. Seguindo a lógica bíblica, a igualdade não se dará em esperar ser igual em tudo, mas entender-se no processo e somar para a boa convivência de todos, com igual oportunidades e sem esmagamento de pessoas ou grupos moralmente alinhados na sociedade.

Pode parecer estranho uma introdução longa assim e, aparentemente, distante do que normalmente se ouviria em uma instituição religiosa, mas não acredito no Evangelho para dominar uma classe de pessoas ou setor da sociedade. O Evangelho de Jesus Cristo é o direcionamento de princípios e valores para que as sociedades sigam caminhos saudáveis para a manutenção da vida e para a glória de Deus. Não é uma promessa de Reino de Deus na terra, mas o compromisso de viver as tribulações que o Senhor Jesus nos advertiu que teríamos no processo de esforçar-se para falê-Lo conhecido, e trazer Sua Luz para a humanidade.

Dito isto, seguimos.

O texto do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 10.42-45, aqui um pouco mais estendido do que no início do texto, nos apresenta o esclarecimento do Senhor Jesus sobre a questão levantada pelos irmãos Tiago e João, ao solicitar que, quando na Glória, Jesus os permitisse sentar um a Sua direita, e o outro a Sua esquerda (Mc 10.37), pedido este que trouxe aos demais discípulos de Jesus indignação por se colocarem em posição de destaque, à despeito dos demais (Mc 10.41). Jesus de pronta resposta reforça o que havia dito anteriormente sobre a Sua morte, tratando sobre o peso de sua missão, mas logo em seguida à indignação dos demais apóstolos, Jesus traz a discursão a matemática do Seu Reino que não é sobre domínio, mas sobre serviço. E sobre isso que trataremos.

O ser humano é totalmente voltado ao desejo do poder, domínio e controle. Claro, uns mais, outros menos, mas a tentação acerca da possibilidade de dominar o que lhe cerca vem desde o Éden e perpassa toda a história humana, sendo apresentado de diversas formas. Nem sempre se faz questão de um domínio direto, mas, por vezes, especialmente hoje, com a explosão demográfica e cultural que temos no mundo, o desejo deste poder e domínio pode ser visto de forma indireta buscando ser visto ou amparado por alguém que detenha poder para ser um beneficiado por tal domínio. Isto não faz o indivíduo menos culpado, apenas um culpado incompetente ou preguiçoso por apenas querer ser um perverso amigo de rei.

A esta relação com outros, o Senhor Jesus, ensinando aos Seus discípulos, e nos permitindo chegar tal conhecimento pela Revelação Especial nas Sagradas Escrituras, propõe uma lógica matemática avessa ao que o padrão humano é capaz de produzir. O serviço não é visto como uma marca de poder, mas uma marca de submissão para o ser humano criatura, mas perfeitamente entendido pelo ser humano espiritual como sendo vocação natural aqueles que buscam seguir e servir ao Deus Único e Soberano Criador.

Após a revolta dos demais discípulos, Marcos registra que Jesus fala dos que "julgam ser príncipes das gentes", ou seja, que tomam para si uma autoridade que não lhes é natural, esses "se colocam como senhores das gentes e os seus grandes usam de autoridades contra as gentes". (verso 42).

Os termos usados por Marcos mostra que já era conhecido do Senhor situações que havia (e haveria) pessoas deste tipo. Onde o poder seria uma imposição não para o bem das pessoas, mas para dominar a muitos. Este comportamento não era algo aceitável nem natural visto que as autoridades segundo a direção de Deus serviria para valorizar o bem e punir o mal (Romanos 13.3), não trazendo terror aos que tem os valores centrados no Criador. Este seria o padrão de autoridade dada por Deus, mas, no verso 42 de Marcos 10, Jesus faz um claro alerta contra aqueles que teriam valores pervertidos e se colocariam como senhores de gentes por ganância e ânsia pelo simples poder.

Mas Jesus dá logo receita de como deveria se dá as posições de poder e autoridade entre os seus discípulos, não sendo por força ou imposição, mas pela capacidade de servir (versos 43 e 44). Mas como seria este servir?

Creio que muito problema se dá pelo entendimento do que significa SERVIR, isto porque vivemos em uma sociedade e cultura que foi imposto a posição da vontade de Deus como uma cultura ou filosofia comum. Isso foi aos poucos sendo fomentado ao ponto que a grande maioria dos ditos cristãos do século XXI aceitam uma postura de que o Evangelho é apenas mais uma linha de pensamento social, onde devemos nos colocar respeitosamente tolerantes a outras formas culturais de sociedade. Claro, aqui não digo sobre sermos contra pessoas, mas sim contra linhas de pensamento que ferem o que é transcendentemente moral e digno de ser exaltado.

O servir foi um verbo que perdeu o sentido cristão histórico, ficando atrelado apenas ao ativismo eclesiástico denominacional e/ou  religioso, ficando impedido de atuar de forma livre e contundentemente expresso nas diversas esferas da vida humana. O resultado disso é que hoje muitos celebram dias e semanas de uma tal "Cultura Evangélica", o que não tem nada a ver com o ser cristão, ou seja, Sal da Terra e Luz para o mundo.

Esta semana mesmo, ouvi um conhecido teólogo brasileiro, inclusive conhecido internacionalmente, falando: "Quando eu leio o Evangelho, a vontade que tenho é largar tudo e viver apenas para servir ao Senhor.". Penso que este seja um posicionamento danoso para a compreensão do Servir Cristão, e isso ajuda a ressignificar termos e posições históricas do que é a viver servindo como cristão.

O SERVIR CRISTÃO, conforme apresentado no início do texto, possibilitou as grandes mudanças no mundo ocidental, viabilizando liberdade e possibilidades de crescimento para todos que estão debaixo de uma estrutura VERDADEIRAMENTE cristã, onde as pessoas moralmente se respeitam, valorizando os meios e métodos de preservação da vida em diversos aspectos. Isto, obviamente, passa pela ação política, seja governamental partidária, seja na gestão individual ou de grupos nas políticas de seus relacionamentos. O SERVIR CRISTÃO, apenas neste século, ficou aprisionado nas quatro paredes dos templos religiosos, mas antes moldou pensamentos, culturas e desenvolveu as ciências e as políticas nas relações humanas. Este sim era O SERVIR CRISTÃO.

Certamente que Jesus trouxe aos Seus discípulos naquele momento a consciência direta de que não deveria haver ganância nem orgulho entre eles, sabendo que o que lhes esperava no mundo era perseguições e tribulações, mas o humilde e corajoso posicionamento acerca da justiça e verdade de Deus entre os homens deveria ser o que eles deveriam atentar. Digo isto visto que todo o contexto apresenta O Mestre falando da perseguição que se seguiria, e do comissionamento que viria.

Para fixar ainda mais esta posição de condicionar-se a servir ao máximo limite do ser, o próprio Jesus faz a relação da Sua própria colocação no mundo para o bem de muitos. (verso 45)

Não é por qualquer motivo que os discípulos seriam conduzidos a um comissionamento pesaroso, mas por serem seguidores do Filho do Homem, do próprio Deus encarnado que lhes trariam a Vida, mesmo doando inicialmente a vida no Calvário. O segundo Adão seria posto na condenação do primeiro Adão, para que toda a humanidade pudesse ser Salva por seu Sacrifício. Louvado Seja Deus!

O próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas veio para servir. Serviu em vida trazendo instruções e princípios da Lei mosaica de forma a permitir aos que O aceitassem como sacrifício definitivo pudessem sacrificar-se a si mesmo dia após dia, não de forma masoquista, mas por amor ao próprio Deus, escolhendo os seus ensinamentos e preceitos ao invés das proposições de nossa natureza pecaminosa. E nas Escrituras Sagradas, nas páginas do Novo Testamento, vemos homens piedosos inspirados pelo próprio Espírito Santo traçando as orientações a se aplicar na nossa vida cotidiana, nas relações com o dinheiro, com ímpios, com sistemas de governo, com família e com situações diversas, como escassez, falta de saúde, desonestidade, morte, vida, desavenças e tantas outras coisas. Deus nos permitiu O Caminho de Salvação, como também a instrução para a santificação.

Não foi apenas uma sala de aula e um serviço teórico. Era necessário a morte e a pena do derramar a Ira de Deus sobre o pecador. Jesus, o Cristo de Deus, serviu ensinando e nos representando na Cruz do Calvário. E apesar de muita gente (encharcada pela cultura materialista ateísta que é imposta nos diversos ambientes da sociedade, e também chegou a muitos púlpitos) achar que o grande sacrifício foi a humilhação, a violência e o túmulo, o Grande Sacrifício foi o suportar o derramar da Ira de Deus e a total separação do Pai (tema difícil que eu não trataria apenas em um texto), mas Jesus o suportou por nós, dando a Sua vida naquela cruz e, por três dias estando morto. O Seu Serviço foi total e pleno para a Salvação de todo aquele que nEle crer.

A forma do Servir Cristão foi dado e exposto pelo próprio Senhor da Vida. Muito embora possa se ter apenas pregações religiosas, tratando o serviço cristão como apenas algo imanente a esta vida e existência, ainda que falando de uma "tal vida eterna", se o ensino do Servir Cristão não alcança cada espaço do seu dia-a-dia, lhe fazendo se posicionar totalmente contrário ao que fere os princípios de Deus, tal ensino não passa de vã doutrina, construindo "pseudo-mártires" ou "falsas testemunhas" do Senhor (1Coríntios 15.15). Ainda que acreditem na Verdade, não vivem conforme o que Ela nos instrui... e lembre-se, a Verdade é uma pessoa. A verdade é o próprio Jesus! (João 14.6)

Assim sendo, espero que fique a ideia da forma de governo de Deus entre os homens. É através do profundo compromisso de servir ao próximo que se pode identificar os capazes de conduzir os governados segundo a vontade de Deus. Seja na Igreja, seja na política, partidária ou de grupos. O princípio não muda, e sempre glorificará a Deus se assim for tido e posto.

Nem todos servem para governar, óbvio, mas os que governarão segundo a vontade de Deus, sempre estarão dispostos a servir, não a dominar. Se for alguém que queira domínio, os governados devem ter força e organização suficiente para se opor e depor tiranos. Que Deus assim seja glorificado no viver para o bem!


Deus abençoe a todos.
Davyson Gustavo de Moura Silva.