MACK,
Wayne A. Introdução ao Aconselhamento
Bíblico. São Paulo: Hagnos, 2004.
Wayne
Mack é graduado na Faculdade Wheaton e no Seminário Reformado Episcopal. Obteve
seu doutorado no Seminário Teológico de Westminster. É um conferencista em
aconselhamento bíblico e também um associado da Fundação Educacional para o
Aconselhamento Cristão de Laveock, Pensilvania.
A esperança como recurso para nos conduzir à fé e na
fé
Este
resumo trata do capítulo 11 do livro em questão. Capítulo este que vem assinado
pelo doutor Wayne A. Mack e que vem como título: Dando esperança para o
Aconselhado.
Diante
dos diferentes problemas enfrentados pelas pessoas, onde o que interfere com os
relacionamentos é a falta de esperança, é necessário que seja ministrado da
forma correta a esperança na vida de cada indivíduo que passa por determinados
problemas. Esta necessidade não pode e não deve ser subestimada pois a própria
bíblia apresenta muitos textos sobre a importância desta abordagem.
O
autor nos trás vários textos sobre o assunto como: Provérbios 10.28; Romanos
5.2,3; Romanos 8.24, 25; Colossenses 1.4,5; entre outros que nos aponta
diversos efeitos que o texto bíblico promove em nós.
Há
uma observação, também, referente a confrontação sobre a falsa esperança e a
verdadeira esperança que é um desafio para o processo de aconselhamento visto
que muitos conselheiros, que não tem o objetivo de um processo bíblico no apoio
àqueles necessitados de aconselhamento, utilizam recursos que não apresentam uma
esperança consistente e alguns destes são tratados como os efeitos da falsa
esperança primeiramente, que são: A falsa esperança se baseia em idéias humanas
quanto ao que é agradável e desejável; A falsa esperança se baseia em uma
negação da realidade; A falsa esperança se baseia em pensamentos mágicos e
místicos; A falsa esperança se baseia em uma visão não bíblica da oração; e A
falsa esperança se baseia em uma interpretação inadequada das Escrituras. Cada
ponto deste o autor nos traz uma explicação de como a falsa esperança se torna
prejudicial no processo de aconselhamento.
Também
há a apresentação das benesses da verdadeira esperança para este processo,
sendo os pontos tratados: A verdadeira esperança está biblicamente baseada na
expectativa do bem; A verdadeira esperança surge da verdadeira salvação; a
verdadeira esperança é holística em seu enfoque; A verdadeira esperança é
realista; A verdadeira esperança deve ser renovada diariamente; A verdadeira
esperança é inseparável de um estudo diligente e preciso da Palavra de Deus; A
verdadeira esperança é uma questão de vontade; e A verdadeira esperança se
baseia no conhecimento. Como no bloco anterior, passamos por cada ponto
vislumbrando as situações em versículos e com alguns casos reais para que seja
melhor percebido as conseqüências de um bom processo bíblico de aconselhamento,
que visa direcionar o aconselhado para a percepção de suas necessidades no que
as Escrituras nos revela da parte de Deus e que pode nos preencher de forma
eficiente e nos trazendo a paz que só pode ser recebido mediante o tratamento
pela Palavra de Deus.
Além
de nos conduzir no conhecimento do da falsa e verdadeira esperança, também nos
é possível acompanhar as orientações de como prover para o aconselhado a
esperança que ele precisa no seu problema especificado no acompanhamento.
O
autor se preocupa em conduzir o aconselhamento realmente com uma abordagem
bíblica e para dar esperança já nos é instruído que o relacionamento verdadeiro
e constante com Jesus Cristo é o único caminho para o preenchimento da
necessidade de qualquer pessoa, pois só Ele é a nossa esperança, conforme vemos
em Timóteo 1.1.
Um
outro meio de fazer com que o aconselhado encontre uma saída para o seu estado
de necessidade espiritual é ensinando o aconselhado a pensar biblicamente
introduzindo a consciência de situações semelhantes abordada nas Escrituras de
forma que o caráter de Deus e as possíveis soluções que a Bíblia nos traz venham
a fazer sentido para o aconselhado. Neste ponto de ensinar a pensar
biblicamente temos alguns itens que o autor vem apresentar para conduzirmos o
aconselhado e para isso ele nos diz: Pense biblicamente acerca das
possibilidades para o bem; Pense biblicamente acerca dos recursos divinos;
Pense biblicamente acerca da natureza e da causa do problema; e Pense biblicamente
acerca do que eles dizem.
Um
grande recurso também, e o autor trata no fim do capítulo é fornecermos
exemplos piedosos para o aconselhado, sendo estes: Nosso próprio exemplo de
esperança; e O exemplo de esperança nos outros. Quando o aconselhado olha para
o conselheiro como alguém que se identifica e observa que outros já mostraram
empatia com o seu tipo de problema, isso os estimula a terem esperança e
encontrar nas Escrituras a solução de seus problemas que Deus já providenciou.
Deus
é quem prover todo o necessário para o crescimento de cada um de nós, mas Deus
nos permitiu homens e mulheres para inspirar e encorajar pessoas sem esperança.
O
autor nos traz uma abordagem que utiliza sim recursos da psicologia, mas não
enfatizando os recursos psicológicos, mas sim os recursos bíblicos ao ponto de
que diretamente o autor afirma que é muito importante comunicar para o
aconselhado a necessidade de Jesus Cristo e da convicção de fé em Cristo Jesus
que faz com que podemos ter toda a cobertura necessária para superar nossas
debilidades emocionais. De maneira nenhuma temos a psicologia como base para o
trabalho de aconselhamento então, ao menos este capítulo não pode ser entendido
como um recurso acadêmico para a psicologia, mas como um recurso ministerial
para a igreja cristã que percebe esta necessidade.
O
material se mostra extremamente útil para o crescimento do obreiro que deseja
se dedicar ao acompanhamento de outras pessoas e acredito que todo o livro deve
nos dá recursos neste sentido. Uma área que precisamos fortalecer em cada
igreja local para que haja uma maior saúde emocional, partindo do princípio espiritual
de cada irmão que, precisamos continuamente, dia-a-dia nos fortalecer na fé em
Cristo Jesus.