quinta-feira, 2 de junho de 2022

Sabedoria só se pode achar em Deus.

 

O livro de Jó nos traz uma conversa entre amigos, com pontos de vista diferentes quanto a um problema, mas com a mesma preocupação em comum.

Muito embora, todos os envolvidos, inicialmente, não tenham a má intenção de serem, no caso de Jó, soberbos, e, no caso dos 3 primeiros amigos (Elifaz, Bildade e Zofar), maldosos, eles circulam em suas falas acerca da pessoa de Deus e julgam o caso por seus pontos de vista possíveis.

Jó sabia de sua vida piedosa, diante de Deus. Isso não de forma orgulhosa, mas sempre em busca de ser agradável a Deus e prudente em sacrificar por possíveis erros, dele, provavelmente, ou de seus filhos.

Elifaz, Bildade e Zofar, acreditavam que, Deus não poderia estar causando aquela dor toda em Jó sem que ele não tivesse feito nada. Isto porque eles não tinham condições de conhecer além dos atos públicos de Jó.

Antes da intervenção de Eliú, um quarto amigo, mais jovem que todos os envolvidos (Jó 32.4), mas que vem com uma teologia muito melhor aplicada, Jó fala sobre a sabedoria. Onde se achará? Donde vem? 

Jó 28.12: "Mas onde se achará a sabedoria? E onde está o lugar do entendimento?"

Jó discorre com relação a um possível valor que é impossível por na sabedoria. Não há prata ou ouro que a compre, ou joias pelas quais se troque por ela. Isto é refletido, pois, na sessão anterior Jó fala de como o homem se apropria das riquezas da terra, rebuscando nas profundezas tudo que é precioso e de forma, até, perigosa a sua vida... mas nem tais valores ou preciosidades se faz comparáveis ao da Sabedoria.

Ele continua pensando, em Jó 28.20: "Donde pois vem a sabedoria, e onde está o lugar do entendimento?"

Daqui ele começa a ver, não em termos de riquezas ou bens precisos, mas em termos de profundo e inalcançável conhecimento. "Deus lhe entende o caminho, e ele é quem sabe o seu lugar" (Jó 28.23).

Não há outra forma de conhecermos a sabedoria, ou alcançarmos, se não aprofundando-se em, Deus e recebendo dEle a revelação. Ele é quem a manifesta, pois guia cada uma das leis que regem a Criação. Ele é quem delimita cada evento, segundo o seu grande poder e soberania. A sabedoria não pode surgir de algo natural, mas, unicamente da misericordiosa e onisciente revelação de Deus.

Este capítulo finaliza com a afirmação conclusiva:

Jo 28.28: "E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento."


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