Foi assim que fiz a minha primeira reflexão após a separação violenta que sofremos na família. Não de cônjuges, mas da nossa filha. A imagem adaptei para representar o fato. Não que tenha acontecido do dia pra noite, não! Ela foi separando-se aos poucos. Afastou-se. Escolheu as amizades e o mundo secreto dela, sem nos compartilhar sua "verdadeira vida".
Eu não queria escrever sobre esta experiência ruim na minha família (e não é parentela, é a minha própria Família), mas decidi fazê-lo por hoje, dia 30 de julho de 2025, eu ter em meu ouvido uma voz sussurrando que eu era "um falido na vida". Me destruiu de primeira mão! Me fez querer ficar na cama até morrer! Mas lembrei o que é VIDA!
A vida não é mais apenas o ato de respirar, comer, procriar e morrer. Não! "Conheci a fonte que alimenta o sol e me enche de paz" (Música: Minha Maior Riqueza - Rodolfo Abrantes - 2006), e por a Vida ter se revelado para mim, a ofensa, que veio do diabo, se transformou em honra e alegria (Mateus 5. 11). A Vida é uma pessoa (João 14.6) que é Senhor e Deus de todas as coisas, até mesmo dos que não O conhecem, ou mesmo não O aceitam como tal. Para aqueles é uma bênção, para estes Juízo. Mas o ponto é: a ofensa se tornou em elogio!
Como eu poderia me ofender oferecendo tudo a Ele! Ele que é a Vida!
Não é difícil de identificar o quanto as pessoas escolheram não a Deus, mas aos seus desejos e paixões. O ponto de vista não é mais O Centro de toda a Verdade que é o próprio Deus, mas as falíveis particularidades de cada um. Mesmo no meio dito cristão, não é difícil ouvir coisas do tipo: "Cada um tem a sua verdade", ou "esta é a sua verdade", ou "o importante é ter fé". Se no meio do que seria a Igreja vemos isto, não é difícil compreender que qualquer debate ou discussão não tem por intenção final chegar a "verdadeira Verdade", como diz Francis Schaeffer, mas cada um dizer a verdade que melhor lhe convém. Assim sendo, as feridas que tantos hoje choram, não são feridas que ferem a Deus, mas são chagas aos próprios egos inflamados que se fantasiam de pequenos deuses, tentando mostrar um amor melhor do que o Justo e Zeloso amor de Deus. E aí estamos neste poço que parece sem fim.
Ao ser resgatado por Jesus toda a minha vida mudou e ganhei a Vida da qual decidi, desde então, jamais largar dela. Mas como meu Senhor me ensina em Sua Palavra, isso tem um custo, e custa muito . Custa tudo (Gálatas 2.20) em um mundo que está totalmente avesso ao que Ele, Senhor e Deus, determinou desde a eternidade. Ele não é só Senhor da vida, Ele é a própria Vida! Aleluia!
Eu tinha um excelente relacionamento com quase que a totalidade de minha parentela materna (a paterna eu mal tinha contato), mas isso mudou quando absorvi os princípios de Deus. Não os amo menos por isso, mas aprendi a amar muito mais ao Senhor.
Profissionalmente tive que fazer muitas escolhas, entre valores e valorização do meu trabalho por questões de dignidade. Por estar em Cristo pude contemplar uma realidade que não era o dinheiro quem definia minhas escolhas, mas os princípios que Ele determina para a dignidade humana e o fruto do trabalho. Sempre provi serviços, nas diferenças áreas que já trabalhei, com qualidade e excelência, servindo como que ao Senhor (Efésios 6. 5-8; Colossenses 3. 23,24), executando as atividades e, na grande maioria, melhorando os processos.
Religiosamente consegui passar por momentos de ativismo, possibilidades de submissão por privilégios, mas escolhi alimentar um forte fundamento de honestidade intelectual de forma que honrasse ao Senhor Jesus, ao invés de alimentar companheirismos e submissão a líderes que escravizam e oprimem, por meio de emocionalismos vazios sustentados por sofismas. Eu escolhi a Verdade que, inclusive, também é uma Pessoa, e a mesma Pessoa: Jesus Cristo.
Eclesiasticamente poderia hoje ser um pastor, com título e apoios, mas isso me custaria a honestidade intelectual e o compromisso com a Verdade que deve se revelar nos contextos contemporâneos, de forma a não quebrar os princípios de Deus , isso porque nunca abri mão do que a Bíblia diz, nem para que me fosse facilitado acessos ou recursos, confrontando os absurdos na condução de pessoas nas formas como se apresentavam. Como disse, certa vez, Martinho Lutero:
"Se eu professar com a voz mais alta e com a mais clara exposição cada pormenor da verdade de Deus, exceto precisamente aquele pequeno ponto ao qual o mundo e o demônio estão naquele momento atacando, eu não estou confessando Cristo, ainda que ousadamente eu possa estar professando a Cristo."
Martinho Lutero
Politicamente, área da qual gosto muito, tive todos a minha fundamentação modificada, literalmente, graças a Deus e a Sua Palavra. Quem me conhece sabe o quanto sou belicoso no campo político (hoje um pouco mais comedido, peso da maturidade), e isso foi sempre assim. Mas, no Seminário, durante as aulas de Filosofia, no ano de 2018, quando estava latente o levante de perspectivas mais conservadoras no Brasil, o professor da matéria nos trouxe uma Filosofia Política do ponto de vista Bíblico, e isto transformou minha mentalidade que, até então, era muito socialista para comunista, me trazendo para um direcionamento em total oposição. Saí de perspectivas extremamente socialista para uma perspectiva conservadora, que é o extremo oposto do mal esquerdista (uma redundância necessária). Mas mesmo hoje como, politicamente falando, conservador nato, não me submeto aos direcionamentos "direitistas" que é uma forma prostituída, assim defino, de pessoas que não se identificam com a esquerda, mas que se declaram conservadoras. A Bíblia define os fundamentos, não as manobras políticas. Isto define quem é conservador e quem é direitista.
Na família, no meu ramo pessoal de colaboração com a sociedade e com Deus, sempre busquei fazer o melhor em conselhos e exemplos. Deus me permitiu uma esposa abençoada e sábia e filhos, cada um deles com suas características pessoais, mas com um bom nível de sinceridade. Neste campo fui atingido mais duramente. De forma orgulhosa um dos pedaços resolveu se desligar e andar sozinha com suas próprias escolhas. Se Deus permitiu que nós, seres humanos tomássemos esta decisão, como posso eu querer ser melhor do que Deus. Mas aqui sim, tomei o golpe mais forte.
A Bíblia nos instrui a confiar no Senhor, a render graças em todas as circunstâncias, e a buscá-Lo diligentemente independente do que nos acontece. Assim sigo! Assim seguirei!
Como escrevi em uma publicação: "Ao Senhor me submeto! Em Cristo me fortaleço! No Espírito me consolo!"
A Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15. 11-32) me fala muito neste momento, em lições que preciso aceitar, não mudar. Em um tempo onde a ofensa só se dá pela questão pessoal, mas poucos se ofendem com as ofensas a Deus. Eu escolho abdicar de mim e me dobrar ao Pai, da forma que Ele me instrui, e não como as pessoas "sentem" como deve ser.
1. A escolha do filho, é a escolha dele, não uma imposição do pai;
2. O pai não sabe mais do filho, pois os caminhos o levou para longe (física, espiritual e moralmente);
3. O filho vive uma liberdade que o alegra, até que ele não pode mais;
4. O filho reflete no cuidado do pai até com os servos e, humilde, como um servo deseja voltar. Ele escolhe;
5. Na volta do filho, o pai estava sempre a esperar, e nem cobra, mas o filho já lhe declara o arrependimento e quebrantamento;
6. O pai está para o receber e o amar como sempre o fora;
7. A morte é transformada em vida. O choro em alegria. A saudade substituída pela presença.
Mas não posso esquecer que um filho pródigo não é o mesmo que uma ovelha perdida! As dores e as alegrias do reencontro são similares, mas os processos são diferentes. Confundir os quadros perverte princípios de Deus.
O diabo vai querer se aproveitar das suas dores, mas se você estiver firmado naquele que É sobre todas as coisas, nada lhe abalará. Mesmo no pior dos quadros, Deus continuará Soberano! Aleluia!
#SemUmPedaçoDeMim
Deus abençoe a todos.
Davyson Gustavo de Moura Silva.
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