domingo, 22 de fevereiro de 2026

Pragmatismo em tempos de apostasia: PECADO!


"Mas, se toda a congregação de Israel errar, e o negócio for oculto aos olhos da congregação, e se fizerem, contra algum dos mandamentos do Senhor , aquilo que se não deve fazer, e forem culpados, e o pecado em que pecarem for notório, então, a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado, e o trará diante da tenda da congregação."


O pecado não precisa ser intencional para ser pecado. Pecado é pecado e parece que os que se dizem cristãos esqueceram o referencial para diferenciar o que é pecado e o que não é... na verdade, pensando bem, não só parece. Realmente o século XXI sagrou-se como um século visceralmente apóstata e se isto não lhe assusta, ou ao menos não lhe permite refletir com sinceridade, temo arriscar que você está mais comprometido com o deus deste século do que com o Eterno e Soberano Deus.

Esta semana, passando mais uma vez pelo livro de Levítico, me peguei impressionado com esta passagem. De pronto parece uma incompatibilidade racional do escritor, mas esta observação colocaria o próprio Deus sob uma aparente contradição e confusão legal em Suas palavras. Isso sim seria um total, absoluto e profundo absurdo lógico, visto que Deus não é de confusão ou de engano. Por isso a Bíblia não deve ser lida conforme postulados ou parâmetros humanos, mas sob uma comprometida compreensão da Pessoa de Deus.

Talvez este século apresente a expressão mais veemente de um tipo de povo que une a covardia e negação de Deus, mas com uma sutiliza perigosa e terrivelmente mascarada com uma profunda "piedade social", confundido, intencionalmente, valores religiosos com um zelo soberano por pessoas e atos humanos, tornando a ótica da sociedade distante de uma cosmovisão cristã, e formando uma forte estrutura de cosmovisão imanente, dependente das convenções sociais, excluindo sorrateiramente Deus da vida em sociedade. Diante deste quadro, formando uma mentalidade social que restringe Deus a ambientes fechados de práticas religiosas, o que sobra é uma sociedade culturalmente avessa a Deus e seus preceitos, tornando possível apenas o desenvolvimento de pessoas e atos que sejam contra o Criador e Seus preceitos. Este pragmatismo é pecaminoso e, sem sombra de dúvidas, terá peso eterno, ainda que as intenções sejam boas, de condenação e morte diante do Eterno e Soberano Senhor que julgará todas as coisas.

O texto Bíblico em questão encontra-se em um contexto de apresentação de como deveriam ser os sacrifícios por determinados erros. Este trecho, mais especificamente, vem tratar de como deveria ser o sacrifício pelos erros do povo.

O primeiro ponto a se observar é o que é mais necessário hoje. Não são as convenções sociais, ou a "voz do povo" que determina a vontade de Deus, ou move as Suas determinações.

"(...) se toda a congregação de Israel errar, e o negócio for oculto aos olhos da congregação (...)"

O texto posto nos coloca em uma aparente contradição. Como pode toda a congregação errar e isto esta oculto aos olhos da congregação? Tendo em vista que Deus não pode se enganar, há algo muito mais profundo do que simples ato pecaminoso sendo retratado. Toda a congregação pecar, e isto de forma imperceptível pela congregação, só pode se dar em uma situação em que TODOS estão ignorantes ou relapsos quanto a lealdade a Deus e Seus preceitos de uma forma corporativista, tentando ocultar a vontade de Deus por algum tipo de prazer ou ganho que todos podem obter abrindo mão da observância da vontade de Deus. 

A apatia generalizada do povo de Deus quanto aos Seus Princípios e Preceitos corroboram com uma generalizada apostasia religiosa e social, no sentido que há regras para que haja um bom caminhar da humanidade sobre a terra no que diz respeito a preservação da ordem, da vida, da moral, gerando uma natural dependência da Verdade e Justiça que Deus provê. E quando há uma escolha deliberada em caminhar desta forma, avesso a Deus, e isto ser "aceito socialmente" por aqueles que se chamam Povo de Deus, fica impossível uma maioria reagir contra o pecado, proporcionando falas e pensamentos do tipo: "a voz do povo é a voz de Deus", ou "se está dando certo é porque Deus está abençoando". Mas o contexto e o proceder devem ser continuamente confrontados com os princípios de Deus. Este texto nos mostra que nem a maioria, nem a minoria tem autoridade na decisão do que é certo e errado, mas apenas a Vontade de Deus deve ser observada, buscando a preservação da vida comum em sociedade de um proceder que glorifique a Deus nos fundamentos das relações humanas.

Sim! É possível que todos estejam juntos, convictos, caminhando em apostasia para um futuro de condenação e desgraça diante de Deus.

"(...) e se fizerem, contra algum dos mandamentos do Senhor , aquilo que se não deve fazer, e forem culpados e o pecado em que pecarem for notório, então, a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado, e o trará diante da tenda da congregação."

Não há, em tempo algum, registros de que a humanidade não agiu conforme o que creem coletivamente. As sociedades são direcionadas objetivamente pelo que está na base de suas convicções morais e legais. Se este parâmetro for perspectivas humanas, estará a sociedade em questão lastreada apenas nas relativas e efêmeras possibilidades de mudança de poder, impossibilitando a percepção de valores absolutos para uma condução plenamente programada para o bem de todos os seus indivíduos, ficando fadados as relativizações que o próprio ser humano produz em suas particularidades individuais.

O século XXI vê a promoção de falas e posicionamentos que desencorajam um ponto central de equilíbrio, permitindo a confusão frenética de conformidades à perversões humanas como sendo possibilidades aplicáveis à vida comum. Estes achismos, baseados em colocações sofistas, mostram as melhores formas de a humanidade se perder em seus caminhos.

Como evitar isto? Olhando para os mandamentos do Senhor. Por vezes tenho dito que não podemos ter a pretensão de que todos os seres humanos serão salvos. De igual forma não podemos discernir quem será e quem não será. Mas a nossa obrigação moral como cristãos (digo aos que decidiram morrer para o mundo e viver para Deus) é oferecer ao mundo as melhores práticas de vida e decisões que estão de acordo com o funcionamento que o Criador determinou para todas as coisas. Os que creem veem o cristianismo com regra de fé e prática. Aos que decidirão não crer em Deus e nem em Cristo como seu único e suficiente salvador, temos que ser intencionalmente claros para que ao menos vejam o pensamento cristão como a melhor filosofia de vida.

Mas a problemática aqui é o pragmatismo nos tempos de apostasia. Se todos pensam de forma separada dos preceitos de Deus, é comum que todos pequem passiva ou ativamente, concordantes uns com os outros. Isto não nos justifica de forma alguma, apenas nos faz coletivamente culpados diante de Deus. Mas o quanto estaremos coletivamente dispostos a sermos confrontados com a Palavra de Deus e nos arrependermos por nos reconhecermos culpados? Diremos com sinceridade que pecamos contra Deus, ou diremos apenas o que muito já ouvi: "Eu sei que é assim, mas não funciona desta maneira!"

Os Mandamentos do Senhor deve ser nosso alvo de total entrega e devoção. Ainda que todos estejamos juntos na apostasia, confrontados na Palavra devemos ter o desprendimento e compromisso de arrependermo-nos de nossas iniquidades e estar prontos para voltar atrás RADICALMENTE. Pragmatismo só nos serve se a estrutura que nos cerca glorifica a Deus. Do contrário, temos que pagar o preço de sermos fiés ao Senhor, não buscar privilégios com o mundo caído.

É necessário uma expressão pública de arrependimento e compromisso com Deus. Não apenas uma decisão pessoal e (talvez) de consciência sobre o que errou. O testemunho público do reconhecimento do pecado, empenhando o necessário para o redirecionamento da vida, apresenta para os que veem o povo de Deus que apenas o Senhor é digno de total devoção. Não são estruturas ou pessoas humanas falíveis, mas apenas o próprio Deus.

Óbvio que não temos mais os sacrifícios animais como em Levítico é apresentado. Somos templo e morada do Espírito Santo de Deus e isso nos torna pessoalmente comprometidos em nos sacrificarmos a Deus em nossas paixões e decisões, referendando Ele como autor e consumador de nossas vidas e projetos, possibilitando um verdadeiro testemunho vivo e consciente de que é Deus quem nos dirige no testemunho do Cristo Ressuscitado, vivo e Senhor de tudo que somos e temos.

Que Deus nos permita este profundo compromisso com Ele, nos livrando de buscar o tolo pragmatismo em um mundo que odeia o seu Criador, e nos fazendo decididos em verdadeiramente iluminar e salgar este mundo até que Ele venha, ou nós irmos para Ele.

Deus abençoe a todos.
Davyson Gustavo de Moura Silva.


Um comentário: